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Salar de Uyuni: a travessia no meio de paisagens e cenários incríveis

Saiba como é a viagem para a Bolívia no maior salar do mundo; FlaviaBia Expediciones oferece serviço VIP para grupos pequenos, incluindo hotéis, comida e conforto

Uma surra de paisagem. Assim pode ser resumido o caminho de San Pedro do Atacama, no Chile, até Uyuni, na Bolívia, atravessando o maior salar do mundo. Mas saiba que esse é um caminho que não economiza na edição de cenários lindos. Após o delicioso café da manhã tomado na agência FlaviaBia Expediciones, seguimos para a aduana, onde carimbamos o passaporte e entregamos o papel da PDI (Policia de Investigaciones de Chile) para sair do Chile. O trajeto de San Pedro de Atacama até a fronteira Hito Cajón, na Bolívia, dura 40 minutos. Lá, o nosso guia-motorista que vai nos acompanhar pelos próximos dia nos espera. Bolívia adentro somos convidados a admirar a magnitude dos vulcões Juriques e Licancabur, esse último o mais representativo para a cultura indígena local.

O reflexo da Laguna Branca é usado de espelho pelos flamingos que caminham vagarosamente num desfile vermelho. A Laguna Verde parece tingida ou saída de um cenário caribenho. Ela envolve os vulcões Juriques e Licancabur que se colorem de vermelho, amarelo e branco. O Juriques mostra daqui que já foi mais alto do que o irmão Licancabur. Vicunhas correm soltas num cenário um tanto surpreendente outro tanto inacreditável.

A poeira da estrada dita o caminho. O céu é um véu pintado de azul e contornado por nuvens. A Cordilheira dos Andes nos abraça com suas montanhas e vulcões de tamanhos e tonalidades distintas. Seguimos rumo ao nada adentrando a poeira. Pela janela, uma sucessão de paisagens. São quadros em movimento, como no cinema.

Nas águas termais, diferentes cores tomam conta do horizonte: rosa, amarelo, verde, branco e azul. Ganhamos roupões e entramos sem que tivéssemos que pagar pelo ingresso ao parque. O nosso guia e a cozinheira Carla Ugarte, que nos acompanhou e se dedicou a nós o tempo todo, resolviam todos os trâmites para a gente. Nosso almoço, foi no refúgio no entorno das termas. Foi servido salmão, arroz, salada, sobremesa, suco natural, refrigerante ou vinho branco. Tudo preparado especialmente para nós.

Carla Ugarte, que nos acompanha na expedição

O caminho que seguimos não é bem uma estrada. É só um lugar por onde outros carros também deixaram rastros. O nosso guia-motorista parece seguir pelo rumo, sem ter um caminho certo, mas apenas uma direção para onde devemos ir. O condutor segue firme. Nuvens nos protegem do azul do céu. Ele ganha tons de cinza, rosa e azul com raios amarelos. Uma montanha de cor impossível: mostarda. A impressão é que estamos seguindo-a.

A Laguna Catal é tão bonita que parece a morada dos hobbits, mas é o lugar onde vivem as vizcachas. Fazemos uma caminhada e ganhamos um kit com bolsa, barrinha, água, isotônico e frutos secos. Tem muitas rochas de formas exóticas, que remetem a outro mundo. O cenário mostra um pouco de deserto e outro tanto de verde. Tudo muito pitoresco e mágico.

Divagações do paraíso

O mundo tem mistérios que não cabem desvendá-los: como essa água corre no nosso entorno: um rio? De onde vem e para onde vai? Como surge do nada, no seco da paisagem? As nuvens grafitam o céu, ganhando tons lilás – juro! Elas carregam o céu e impedem a noite de chegar. O que nos faz desafiar a natureza e nos meter no meio do nada?

A cada parada, a Carla, nossa cozinheira, estava sempre atenta se estamos com sede, fome, apertados… Chegamos ao hotel na cidade de Uyuni. Um lugar confortável, com água quente, calefação e até secador. Além do wifi, tínhamos à nossa disposicão toalha, sabão e xampu. De lá, seguimos de carro para um restaurante gostoso, onde bebemos cerveja, vinho ou suco. Você pode olhar o menu e pedir o prato que quiser. Voltamos ao hotel para dormir.

No café da manhã, ótimas conversas, histórias e sugestões da Carla, que é boliviana. Depois, tivemos um tempo livre para caminhar pela cidade, comprar lembrancinhas e trocar dinheiro em casas de câmbio. Mas Colchani, nossa próxima parada, tem mais variedades de artesanto e preços melhores. Compras feitas seguimos para o cemitério de trens. Uma vila metade habitada, metade fantasma. Uma linha de trem a divide. Os trilhos tremem com a proximidade de um deles que chega para apenas passar, num efeito de câmera lenta e antiguidade. O vilarejo para para ver. Ele passa com os que vem sem deixar recados. Vagões abandonados fazem a alegria dos turistas. Qualquer ângulo produz fotos incríveis. Uma bomba inglesa de 1912 tirava água e a entregava em baldes aos moradores.

Salar de Uyuni

Partimos e invadimos o branco do Salar. A paisagem é hipnotizante. Não canso de olhar. Mais uma vez, o almoço é preparado especialmente para a gente. Uma mesa no meio do nada com cadeiras com guarda sol. Nem nos damos conta de como essa comida toda chegou até aqui. Carne, suco, vinho… Inimagináveis nessa imensidão de branco. Percorremos o salar. Tiramos fotos nas bandeiras de vários países, na logo do Rally Dakar e no Museu de Sal.

Em alguns dias dos meses de inverno altiplânico, quando chove, entre janeiro e março, o salar tem água e fica espelhado. Nesses casos, o guia nos disponibiliza galocha para percorrer o circuito e tirar aquelas fotos em que o céu se confunde com o chão. Em qualquer época do ano, todas as poses engraçadas estão permitidas. Pegue seu acompanhante com os dedos; seja pisado por uma bota; brigue com um dinossauro.

Chegamos a uma ilha cheia de cactos, chamada de Incahuasi. Subimos, ladeados por pedras vulcânicas e os milenares cactos. O pôr do sol é algo absurdo. Com um coctel, brindamos com champagne o dia que tivemos. É um momento mágico – e bem registrado por nosso guia-chofer, sempre disposto a nos fotografar.

Seguimos para o Hotel de Sal, localizado em frente ao salar. Tudo é de sal: as paredes, o piso, as camas e mesas. Os quartos são privados e possuem televisão, wifi, aquecedor e vista ao Salar. No banheiro, a água quente nos envolve para um banho. Caminhamos rumo ao escuro durante a noite. O céu estava negro. As nuvens encobriam a lua e as estrelas, mas o céu conseguia ser lindo e único. A gente consumia essa beleza com a brisa gostosa da noite. Jantamos no restaurante do hotel, que nos oferece entrada, prato principal e sobremesa.

Dormimos cedo. Pela manhã, decidimos por conta própria acordar cedo para ver o sol nascer. Tomamos banho e vamos para o café da manhã que oferecia uma diversidade enorme de comidas. Partimos em direção ao povoado mineiro, onde tiramos foto da igreja e depois seguimos ao Vale das Rocas.

Almoçamos em um refúgio e a comida mais uma vez nos surpreende pela fartura e riqueza de sabor. Vamos para as lagunas altiplânicas. Na Hedionda, os flamingos fazem sua ciranda. Mas é no deserto a mais de 4 mil metros de altitude que chegamos a mais uma miragem: um hotel confortável com jantar. A comida é super bem servida. Os vitrais permitem que se veja todo o horizonte por conta da luminosidade e amplitude. Acordamos bem cedo e vamos para o arbol de piedra – uma pedra em forma de árvore, tão moldada que é até inacreditável.

A Laguna Colorada impressiona pelo tom vermelho. Repleta de flamingos, cercada de bordas brancas de sal, grama verde e amarela. As fortes rajadas que ditam o tempo produzem um efeito de fogo. Os flamingos vivem com a cabeça mergulhada comendo micro-organismos de dentro da lagoa. Mas de quando em quando se exibem para as fotos numa dança de balé. Asas abertas para nos abraçar.

No Geyser Sol da Manhã, as fumaças são constantes e densas. O cheiro de enxofre é forte. Mais a frente está o Deserto de Dali, com rochas comparadas com a obra de Salvador Dali pelo formato e cor. O deserto é tão surreal quanto os quadros do pintor espanhol. Vulcões, montanhas, areia e sal temperam o cenário. Voltamos para a fronteira de Hito Cajón. San Pedro nos espera com seu deserto e paisagens, tão áridas, tão belas. Na agência, um super almoço para encerrar o nosso passeio. Uma experiência inesquecível.

Reserve e faça esse passeio conosco:

Salar de Uyuni

 

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